
Ki Teitzei é o trecho da Torá mais denso em leis — dezenas de mandamentos entregues por Moshé nas planícies de Moav, quase sem nenhuma narrativa entre eles, abrangendo guerra, casamento, agricultura, empréstimos e tribunais. A análise argumenta que a aparente desordem é o ponto central: as leis não estão unidas pelo assunto, mas pela consequência, e Rashi, o comentarista francês do século XI, interpreta as próprias emendas abruptas como o argumento. A parashá começa com um soldado que deseja uma mulher capturada; quatro leis depois, um filho é condenado por seus pais e um cadáver pende de uma estaca. Rashi os conecta como uma corrente: um olhar indulgente que leva a uma sepultura. Uma segunda corrente segue o caminho oposto, desde um homem que afasta a mãe antes de pegar seus filhotes até o parapeito da nova casa que ele construirá — uma mitsvá atraindo outra. A medida, portanto, não é o tamanho de um ato, mas o que ele tende a produzir. Daí a emenda final: pesos falsos escondidos em uma bolsa precedem Amalek, que atacou os retardatários na retaguarda — a mesma falha em notar o que é pequeno.
Na haftará, dos capítulos posteriores de Yeshayahu, Yerushalayim no exílio é tratada como uma mulher sem filhos a quem se pede que cante. Sua tenda deve ser ampliada para os filhos que virão; seu Marido, que escondeu Sua face apenas por um momento, jura — como jurou após o dilúvio — que Sua ira terminou e Seu amor é permanente.