
Sara dá à luz Yitzchak aos noventa anos, Avraham circuncida-o aos cem, e a alegria dura exatamente até a festa do desmame, quando Sara exige que Hagar, a serva egípcia, e seu filho Yishmael sejam mandados embora. A análise argumenta que o capítulo não decide nada pela linhagem e tudo pelo que uma pessoa está fazendo no momento. Duas palavras sustentam o caso. Os fundamentos de Sara são comprimidos no único particípio metzachek — brincando, zombando, fazendo pouco caso — e a leitura tradicional preenche-o com ofensas presentes em vez de inaptidão genealógica; Deus confirma isso chamando Yishmael de semente do próprio Avraham e prometendo-lhe uma nação, mesmo enquanto endossa sua remoção da aliança. Então o critério se inverte. Quando a água acaba no deserto, Deus ouve o menino ba'asher hu sham, "onde ele está": julgado por seus atos presentes, não pelo que seus descendentes se tornarão. A estrutura apoia a leitura. O capítulo abre logo após Avraham rezar pela casa estéril de Avimelech, um rei estrangeiro, e fecha com Avraham plantando uma tamargueira em Be'er Sheva e trazendo estranhos para abençoar a Deus ali. Lido no primeiro dia de Rosh Hashaná, o capítulo insiste que a eleição não é imunidade e a exclusão não é abandono.
Na haftará, a abertura do livro de Shmuel, a estéril Hannah reza em Shiloh, onde o Mishkan então se encontrava, movendo seus lábios sem emitir som; Eli, o kohen, confunde-a com uma bêbada. Dessas palavras silenciosas, os sábios derivaram as leis da oração, e de seu voto veio o profeta Shmuel.